Prevenção ao suicídio é discutida em Roda de Conversa

Criado em Sexta, 23 Setembro 2016 12:34
Última atualização em Sexta, 23 Setembro 2016 14:57

O Brasil aparece no ranking dos dez países com maior número de suicídios no mundo. A cada 45 minutos um brasileiro comete suicídio, ou seja, por dia, 32 vidas são perdidas. No mundo, a cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida. Os dados são alarmantes e foi em torno dessa pauta que aconteceu a roda de conversa realizada na FTC Feira, com o tema “Alcançando e Salvando Vidas: Prevenindo suicídio”.

Diante da situação impactante, outro dado mereceu destaque no evento, que reuniu professores e estudantes de Enfermagem, Biomedicina e Psicologia, além de profissionais das áreas de Psiquiatria e Psicologia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 90% dos casos podem ser prevenidos. A roda de conversa integra as ações alusivas ao Setembro Amarelo, realizadas pela Instituição.

Na abertura do evento, a coordenadora do curso de Enfermagem, professora Hayana Leal Barbosa, destacou a importância dos alunos voltarem a atenção para a temática. “Nós lidamos com vidas e é muito importante estarmos atentos aos sinais para evitar esse tipo de atitude”, afirmou. Participaram dos debates o psiquiatra Igor Texeira, a psicóloga Thaise Lacerda e os professores Mariana Rios e Décio Gomes.

De acordo com a professora Mariana Rios, responsável pela coordenação do evento, o objetivo é fazer um alerta, mostrar que o assunto deve ser tratado de forma aberta, com caráter preventivo. Além das explanações e debates, houve ainda cordel sobre o tema, apresentação musical e depoimentos emocionantes, como o da estudante de Enfermagem Mariana que tentou o suicídio aos 10 anos de idade.

Na avaliação dos alunos, a discussão foi bastante positiva, principalmente pelo direcionamento à questão da prevenção. “Foi bastante gratificante ver um tema grave e que ainda é tratado como tabu, fazendo com que as pessoas não busquem ajuda, ser exposto claramente”, disse o aluno de Psicologia Alisson Teixeira Lopes.

“Tivemos bastante informação sobre diagnóstico e tratamento, e isso é importante para nós, que trabalhamos com entrevista ao paciente”, comentou Wellington Américo Nascimento, estudante de Enfermagem.

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